That Time I Got Reincarnated as a Slime Anime 2018 Nota 9,0 Publicado

That Time I Got Reincarnated as a Slime: construir também é conquistar

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Após morrer, Satoru Mikami renasce como o slime Rimuru Tempest em um mundo de fantasia. Com habilidades especiais e uma facilidade incomum para criar alianças, ele reúne diferentes raças e transforma uma pequena comunidade de monstros em uma nação.

Data
05/08/2026
Tempo de leitura
8 min
Categoria
Anime
Autor
Atualizado
05/08/2026
Imagem principal de That Time I Got Reincarnated as a Slime: construir também é conquistar
A obra em detalhes

Ficha Técnica

Formato
Anime
Estúdio
eightbit
Autor
Fuse
Origem
Japão
Diretor
Yasuhito Kikuchi / Atsushi Nakayama
Ano
2018
Temporadas
4
Episódios
122
Duração
24
Visão geral

Avaliações

9,0 / 10
🟢 Recomendado
História 9,0 / 10
Personagens 9,0 / 10
Mundo 9,5 / 10
Trilha 8,5 / 10
Animação 9,0 / 10
Final 9,0 / 10
Personagens

Elenco Principal

Protagonista

Rimuru Tempest

Antigo humano reencarnado como slime. Inteligente, diplomático e cada vez mais poderoso, Rimuru reúne diferentes raças e assume a responsabilidade de transformar Tempest em um lugar onde possam viver juntas.

Análise editorial

Opinião

Tensura começa de uma maneira que praticamente pede para não ser levada muito a sério.

Um homem morre, reencarna em outro mundo e descobre que agora é...

um slime.

Uma das criaturas mais básicas que poderíamos imaginar em um RPG.

Só que não demora muito para percebermos que aquele slime está longe de ser indefeso.

Rimuru aprende habilidades rapidamente, absorve inimigos, encontra aliados poderosos e começa a acumular capacidades que fazem parecer que estamos diante de mais um protagonista de isekai destinado a ficar absurdamente overpower.

E realmente estamos.

Mas acredito que existe uma diferença importante:

Rimuru não recebe tudo de uma vez.

Seu crescimento pode parecer acelerado, principalmente no começo, mas existe uma progressão. Novas habilidades aparecem conforme ele enfrenta situações diferentes, conhece outras criaturas e precisa encontrar soluções para problemas cada vez maiores.

E, conforme o próprio Rimuru se torna mais poderoso, o mundo também começa a revelar personagens capazes de enfrentá-lo.

Por isso, algo que inicialmente poderia me incomodar acaba funcionando melhor conforme a história avança.

Porque Tensura percebe que o problema nunca deveria ser apenas descobrir quem consegue bater mais forte.

O slime que começou construindo uma vila

Para mim, uma das partes mais interessantes de Tensura não está nas batalhas.

Está em Tempest.

No começo temos praticamente uma comunidade tentando sobreviver.

Então aparecem novas raças.

Novas construções.

Novas profissões.

Comércio.

Diplomacia.

Tecnologia.

Estradas.

Relações com outros países.

E aquela pequena comunidade começa lentamente a se transformar em uma sociedade.

Isso também muda os próprios personagens.

Guerreiros que antes precisavam pensar apenas em lutar e sobreviver passam a ocupar posições dentro de uma estrutura muito maior.

Benimaru não é simplesmente alguém forte.

Shuna não existe apenas para acompanhar Rimuru.

Outros personagens assumem responsabilidades militares, administrativas, diplomáticas ou produtivas.

Até aqueles que continuam tendo o combate como principal função agora possuem algo que precisam proteger.

E acompanhar esses novos papéis acaba sendo quase tão interessante quanto acompanhar o crescimento do próprio Rimuru.

Rimuru cresce, Tempest cresce e os personagens crescem

Existe, porém, uma característica dessa evolução que às vezes me incomoda um pouco.

Rimuru evolui.

Os personagens evoluem.

Tempest evolui.

E todos esses elementos estão claramente relacionados.

Mas nem sempre a narrativa consegue transmitir a sensação de que tudo está acontecendo ao mesmo tempo.

Existem momentos em que parece que estamos acompanhando principalmente o desenvolvimento de Rimuru.

Depois o foco passa para algum personagem.

Então voltamos para Tempest e descobrimos novas mudanças na sociedade.

É quase uma evolução intercalada.

Isso não chega a ser exatamente um problema.

Na verdade, permite que Tensura dê espaço para diferentes partes daquele universo.

Mas às vezes cria uma sensação curiosa de que os elementos estão crescendo separadamente, quando na realidade um está constantemente influenciando o outro.

Ser poderoso não significa lutar o tempo inteiro

Esse talvez seja um dos pontos que melhor definem Tensura.

Quanto maior Tempest fica, menos os problemas podem ser resolvidos simplesmente derrotando alguém.

Rimuru precisa negociar.

Criar alianças.

Receber representantes.

Pensar em comércio.

Administrar relações com outros países.

Participar de reuniões.

Muitas reuniões.

E admito que às vezes isso prejudica o ritmo.

Existem momentos em que Tensura parece colocar a aventura em espera enquanto várias pessoas ficam sentadas discutindo política, economia ou qual será o próximo movimento.

Mas existe uma razão para essas cenas estarem ali.

Ser poderoso não significa apenas lutar o tempo todo.

Rimuru deixou de ser simplesmente um aventureiro extremamente forte.

Ele se tornou responsável por uma nação.

Uma decisão errada pode afetar milhares de pessoas.

Isso muda completamente o significado de poder dentro da história.

O problema é que nem sempre acompanhar a administração desse poder é tão divertido quanto acompanhar suas consequências.

Algumas decisões precisam ter peso

Existe um momento específico que, para mim, ajuda bastante a entender Rimuru.

Durante boa parte da história, ele tenta construir relações relativamente pacíficas.

Negocia quando pode.

Evita determinadas decisões.

Procura soluções que permitam que Tempest continue convivendo com humanos e outras raças.

Até que alguma coisa muda.

Não porque Rimuru simplesmente desbloqueou uma nova habilidade ou decidiu que precisava ficar mais forte.

Mexeram com pessoas importantes para ele.

E existe uma decisão que ele hesita em tomar justamente porque entende o que ela significa.

Quando finalmente decide seguir aquele caminho, não parece apenas mais uma etapa necessária para aumentar seu nível de poder.

Existe uma consequência emocional.

É provavelmente um dos momentos em que Tensura melhor mostra que, por trás daquele slime extremamente poderoso e normalmente tranquilo, existe alguém capaz de mudar completamente quando aquilo que construiu é ameaçado.

E também é uma excelente quebra de expectativa.

Tensura sabe mudar de tom

Isso é outra coisa que gosto bastante na obra.

Tensura pode ser extremamente leve.

Podemos passar bastante tempo acompanhando comida, festivais, construções, comércio, personagens brincando ou Veldora simplesmente sendo Veldora.

Então alguma coisa acontece.

E o tom muda completamente.

A violência aparece.

As consequências aparecem.

Personagens que pareciam praticamente intocáveis podem sofrer.

E aquela história confortável sobre construir uma cidade de monstros lembra que seu mundo continua sendo perigoso.

Essa alternância funciona justamente porque existe contraste.

Se Tensura fosse sombrio o tempo inteiro, alguns desses acontecimentos provavelmente perderiam parte do impacto.

Da mesma forma, se permanecesse sempre confortável, Tempest começaria a parecer um lugar completamente isolado das regras do restante daquele universo.

As mudanças de tom ajudam a manter certa imprevisibilidade.

Rimuru não precisa carregar tudo sozinho

Outra diferença interessante em relação a muitos isekais com protagonistas overpower está no elenco.

Rimuru poderia facilmente resolver praticamente todos os problemas sozinho.

Mas Tensura constrói ao redor dele personagens que progressivamente assumem funções próprias.

Benimaru se torna muito mais do que um guerreiro.

Shuna encontra seu espaço dentro da estrutura de Tempest.

Shion consegue ser simultaneamente uma das pessoas mais próximas de Rimuru e uma ameaça constante a qualquer cozinha.

Ranga permanece como um companheiro extremamente fiel.

Veldora é praticamente uma força da natureza com personalidade de amigo inconveniente.

E então temos Diablo.

Diablo é aquele tipo de personagem que consegue transmitir a sensação de que alguma coisa muito errada pode acontecer enquanto continua perfeitamente educado.

O mais interessante é que o crescimento de Rimuru também impulsiona o crescimento dessas pessoas.

Ele fica mais poderoso.

Seus subordinados ficam mais poderosos.

Tempest fica mais poderosa.

Então os inimigos também precisam crescer.

É uma escalada constante.

Veldora ajuda a explicar por que Tensura funciona

Veldora também merece uma atenção especial.

A primeira grande criatura que Rimuru encontra naquele mundo deveria ser aterrorizante.

E tecnicamente é.

Estamos falando de uma existência capaz de alterar completamente o equilíbrio de uma região.

Mas rapidamente descobrimos uma personalidade completamente diferente daquela que sua reputação sugeria.

Essa relação ajuda a estabelecer muito cedo uma característica que Tensura repetirá várias vezes:

aparência, raça e reputação não determinam necessariamente quem alguém é.

Goblin não precisa ser inimigo.

Ogro não precisa ser inimigo.

Orc não precisa ser inimigo.

Demônio...

Bem, Diablo talvez não seja o melhor exemplo para tranquilizar ninguém.

Mas a ideia permanece.

Rimuru constrói Tempest justamente porque está disposto a conversar com criaturas que normalmente seriam tratadas apenas como monstros.

Tempest talvez seja a verdadeira protagonista

Quanto mais penso em Tensura, mais acredito que Rimuru não seja a única coisa que estamos acompanhando.

Existe outra protagonista naquela história:

Tempest.

Nós conhecemos aquele lugar praticamente desde o começo.

Vemos suas primeiras construções.

Seus primeiros habitantes.

As novas raças chegando.

Os primeiros conflitos.

As primeiras relações diplomáticas.

E então percebemos que aquilo que começou como um pequeno assentamento virou uma potência capaz de interferir no equilíbrio político daquele mundo.

Talvez seja por isso que as reuniões, mesmo quando cansativas, façam algum sentido.

Estamos acompanhando uma sociedade crescer.

E sociedades precisam fazer muito mais do que derrotar monstros.

Então ser overpower prejudica Tensura?

Às vezes.

Principalmente no começo, quando ainda não conhecemos os limites daquele universo.

Rimuru aprende tantas coisas rapidamente que existe o risco de pensar:

"Então qual é exatamente a ameaça?"

Mas continuar assistindo responde parte dessa pergunta.

Existem seres muito mais perigosos naquele mundo.

Existem conflitos que força bruta não resolve.

E existe uma diferença enorme entre conseguir proteger a si mesmo e conseguir proteger uma nação inteira.

Além disso, o poder de Rimuru não surge completamente do nada.

Existe uma progressão.

Existem escolhas.

Existem transformações.

E algumas delas possuem consequências bastante pesadas.

Por isso, depois de algum tempo, parei de enxergar o poder de Rimuru como o principal problema da obra.

Tensura simplesmente não está interessado em perguntar apenas:

"Rimuru consegue derrotar esse inimigo?"

Muitas vezes a pergunta mais interessante é:

"O que acontece depois que ele derrota?"

Porque derrotar alguém pode iniciar uma guerra.

Pode criar um inimigo político.

Pode assustar outra nação.

Pode mudar uma aliança.

Pode alterar completamente a posição de Tempest naquele mundo.

E é aí que Tensura fica mais interessante.

Vale a pena assistir?

Para mim, sim.

Tensura possui problemas de ritmo, principalmente quando sua parte política e administrativa ocupa espaço demais, e o crescimento de seus diferentes elementos nem sempre parece tão integrado quanto realmente é.

Mas existe algo muito satisfatório em olhar para Tempest depois de dezenas de episódios e lembrar de onde tudo começou.

Um slime.

Alguns goblins.

Uma pequena vila.

E pouco mais.

Acompanhamos Rimuru ficar mais forte, mas também acompanhamos pessoas que viviam apenas para sobreviver descobrirem novas funções, responsabilidades e até novas formas de viver.

Por isso talvez a melhor maneira de definir Tensura não seja simplesmente como uma história sobre alguém que renasceu absurdamente poderoso.

É uma história sobre o que alguém decide construir depois de receber esse poder.

E, nesse aspecto, aquele pequeno slime acabou construindo algo muito maior do que ele mesmo.

Comunidade

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